Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 30/07/2020

A ascensão da publicidade, na Segunda Guerra Mundial, propiciou posterior impacto às administrações modernas, que passaram a usá-la como principal meio de obtenção do lucro. Destarte, a mulher ganhou espaço preponderante à disseminação econômica. Infelizmente, tendo em vista a grande influência midiática, a  representatividade feminina foi majoritariamente objetificada e,por corolário, oprimida,  bem como adequada   a estereótipos patriarcais.

Em primeira instância, a valorização da singularidade feminina é fator mister para a comunidade vigente e, no entanto,  à mercê de padrões interiorizados pela população, tal parcela têm sua autenticidade colocada em xeque, visto que é oprimida à adequação para serem aceitas. Nesse sentido, por meio da organização TED, a educadora  Caroline Heldman enfatizou a utilização, por parte das propagandas, do corpo feminino com vieses sexualizantes de submissão, que as oprimem no que tange à obtenção do corpo perfeito. Desse modo, as tais  são reduzidas a objetos descartáveis e, rebaixadas, como se fossem incapazes de obter destaque através de sua capacidade intelectual.

Outrossim, o Movimento Sufragista foi o calcanhar de Aquiles para o início da representatividade feminina no século XX  e, por corolário, fomentou a inserção gradual da mulher na sociedade para o exercício da cidadania. Nesse sentido, fica clara a supremacia do homem nas relações pessoais em detrimento da valorização feminina. Além disso, a imposição da ideia de que as tais devem satisfazer as necessidades dos homens, restringindo-as à atividades domésticas e supervisão dos filhos, por exemplo,  em detrimento de sua liberdade, haja vista o ideal servil  corroborado pelos estigmas sociais em detrimento da emancipação individual, direito inalienável e, por isso, cláusula pautada na Constituição Federal.

Urge, portanto, que medidas sejam implementadas para a resolução da problemática. Compete ao Ministério dos Direitos Humanos, concomitantemente ao Ministério da Cidadania, elaborar simpósios, entregues à Câmara dos Deputados. Tal ação será vigorada por meios midiáticos, como internet e televisão, com a participação de mulheres que se sentem desrespeitadas com as propagandas objetificadoras, a fim de sensibilizar as organizações responsáveis por tais campanhas no tocante à mudança de conduta e valorização das mulheres. Compete, também, aos referidos órgãos, criar rodas de conversas em locais com grande demanda de homens, como campos de futebol, por meio de educadores especializados no ramo, com o intuito de interiorizar a igualdade de gênero e diminuição do patriarcalismo enraizado. Espera-se, com esse ato, a diminuição da objetificação da mulher, do patriarcado estrutural e, por fim, o empoderamento da mulher na publicidade.