Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 01/08/2020

A ascensão da publicidade, na Segunda Guerra mundial, desencadeou posterior impacto às organizações modernas, que passaram a usá-la como principal meio para a aquisição do lucro. Nesse panorama, a mulher ganhou espaço marcante para a disseminação da economia. Infelizmente, diante da grande influência midiática, a representatividade feminina foi majoritariamente objetificada e, por corolário, oprimida, bem como adequada a esteriótipos patriarcais.

Em primeira instância, a valorização da singularidade feminina é fator mister para a comunidade vigente. No entanto, em uma conjuntura de patrões interiorizados, tal parcela tem sua autenticidade colocada em xeque, visto que é oprimida a adequação estabelecida para serem aceitas. Nesse sentido, por meio da organização TED, a educadora Caroline Heldman enfatizou o uso, por propagandas, do corpo feminino com vieses sexualizantes de submissão, que as oprimem para obtenção do corpo “perfeito”. Desse modo, as tais são reduzidas a objetos descartáveis e taxadas como incapazes intelectualmente

Outrossim, o Movimento Sufragista foi o estopim para o advento da representatividade feminina no século XX e, por consequência, fomentou a inserção gradual da mulher na sociedade para o usufruto de usa cidadania. Frente a isso, fica clara a supremacia do homem nas relações pessoais em detrimento da valorização feminina. Além disso, imposição da ideia de que as tais devem satisfazer as necessidades dos homens, restringindo-as a atividades domésticas e supervisão dos filhos, por exemplo, compromete sua liberdade, haja vista que o ideal servil corroborado pelos estigmas sociais é entrave para a emancipação das referidas, cláusula pautada na Constituição Federal.

Urge, portanto, que medidas sejam implementadas para a resolução da problemática. Compete ao Ministério dos Direitos Humanos, concomitantemente ao Ministério da Cidadania, elaborar simpósios, entregues à Câmara dos Deputados. Tal ação será vigorada por meios midiáticos, como internet e televisão, e redigida por profissionais em Recursos Humanos, destinadas, primordialmente, às organizações e aos indivíduos machistas, a fim de interiorizar o respeito e  valorização da mulher como sujeitos iguais. Espera-se, com esse ato, a diminuição da objetificação da mulher, extinção do patriarcado estrutural e, por fim, o empoderamento da mulher na publicidade.