Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 13/01/2021

A sociedade pautada em aspectos patriarcais tem como reflexo a objetificação sexual da mulher. A publicidade tornou-se um dos meios de sua naturalização.

No início do século XX, entendia-se que o homem era o provedor e mulher dependente dele. Assim existia uma cultura patriarcal e neste o poder oral do homem prevalecia sobre o da mulher, havia então um comportamento esperado das mulheres. Atualmente apesar de conquistas importantes, como a independência financeira, um dos aspectos patriarcais que ainda prevalece é a objetificação do corpo feminino. O encorajamento e a consequente busca por mulheres para se tornarem sexualmente atraentes, leva a sua objetificação. Esta, leva a consequências danosas, como de que ser sexualmente atraente é fundamental para o sucesso feminino.

Segundo uma pesquisa feita pelo Instituto Patrícia Galvão, baseada em um levantamento sobre a representação das mulheres nas propagandas de TV, 58% dos respondentes acreditam que uma mulher é representada como objeto sexual na televisão e 84% concordam que o corpo da mulher é usado para promover a venda de produtos nas propagandas de TV. A propaganda na publicidade tem como objetivo persuadir o receptor da mensagem sendo assim, tudo que é usado como recurso para peças públicas, tem grande influência no espectador. Assim a publicidade é capaz de modificar ou reafirmar crenças socialmente difundidas, como a de que a mulher é apenas um objeto para o prazer do homem.

É perceptível, portanto, que a publicidade tem um papel social importante de difundir ou questionar o senso comum. Sendo assim, é importante usar a publicidade como veículo para combater esse tipo de crença popular. Cabe ao Governo Federal juntamente com a Conar, medidas para banir peças publicitárias onde o corpo da mulher é estereotipado e hipersexualizado, e incentivar peça publicitárias onde a mulher não é objeto e sim sujeito, para assim levar a mudança de como é vista a mulher na sociedade brasileira.