Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 19/08/2020
No linear do século XXI, com o uso da mídia cada vez mais presente no cotidiano, é visível como os meios de propaganda criam um estereótipo feminino, principalmente por meio da objetificação da mulher, utilizando-a como um produto a venda.
Primeiramente, é significativo citar que, propagandas que sexualizam o corpo feminino colaboram para o aumento de assédios e abusos contra a mulher. Segundo dados do O globo, a cada uma hora três mulheres sofrem abuso no país, evidenciando a forma que algumas propagandas estimulam o machismo e a dominação sobre o sexo feminino.
Em segundo plano, a mulher teve o direito ao voto no Brasil apenas em 1932, e somente em 1939 adentrou no mercado de trabalho, principalmente na indústria bélica. Desse modo, os fatos demonstram que a sociedade durante anos se manteve machista e a mulher não possuía direitos nesse meio. Entretanto, com a utilização da mulher como produto, retoma aos antigos valores, além de diminuir a igualdade de gênero e aumentar as disputas femininas pelo protótipo do corpo perfeito como as propagandas demandam.
Portanto, é mister que o Estado promova leis que proíbam empresas de multimídia divulgarem de forma explícita o corpo feminino, aplicando multas sobre as quais que não seguirem o decreto. Espera-se dessa forma que o sexismo e os atos de violência contra a mulher sejam evitados e a objetificação contra a mulher tenha seu fim, com a igualdade de gênero e os direitos femininos.