Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 21/08/2020
Um problema advindo de épocas anteriores, enraizado na estrutura da sociedade patriarcal, a objetificação da mulher na publicidade traz efeitos deletérios, que influenciam o comportamento social.
A objetificação, segundo BELMIRO et al (2015), é um termo cunhado no começo dos anos 70, que consiste em analisar um indivíduo a nível de objeto, desconsiderando o seu psicológico e emocional. Logo, a objetificação feminina é baseado no ato de dar maior relevância a aparência das mulheres do que às outras características que a definem como indivíduos. De acordo com o filósofo Epicuro, a propaganda não vende apenas o produto, mas a ideia de que o mesmo trará um estilo de vida. Portanto a utilização do corpo feminino em publicidades, leva o comprador a acreditar que o produto lhe trará à mulher. As propagandas de cerveja são exemplos disso.
Inegavelmente, os efeitos causados pela objetificação feminina são nocivos. A exposição feminina estereotipada, influencia a maneira como as mulheres são tratadas e como se relacionam uma com a outra, podendo trazer rivalidades entre elas, distúrbios alimentares, entre outros problemas relacionados, que apenas intensificam o machismo estrutural, advindo de uma sociedade patriarcal. De acordo com Lourenço, Artemenko e Bragaglia (2014), é indiscutível que a objetificação e a submissão feminina, se manifestaram em efeitos nocivos à sobrevivência igualitária entre os gêneros. Semelhantemente, Erika Kokay, Deputada Federal, afirma que a publicidade se contrapõe ao ato de tentar erradicar o machismo na sociedade.
Dado o exposto, faz-se necessário ensinar desde a primeira infância o respeito mútuo, quebrar estereótipos que ditam que algo é só de menina ou só de menino, incentivar a sororidade, para que os cidadãos consigam identificar, perceber a problemática e acabar com a objetificação feminina.