Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 20/08/2020

Durante a atual Era Digital, é rotineiro a quantidade de publicidades e propagandas exibidas em televisões, redes sociais, entre outras plataformas. Com isso, é levantado grande questão polêmica sobre a forma que determinadas marcas promovem seus produtos, de forma ultrapassada e na maioria dos casos machista. Portanto, é de suma importância que aja a conscientização sobre esse assunto por parte da população, e assim a tentativa de solucionar tal problema, evitando consumo, por exemplo.

É necessário, primeiramente tomar consciência a respeito de como ocorre a objetificação da mulher, de forma geral. E tal fenômeno, verifica-se desde a época da colonização de nosso país, por exemplo, onde as escravas eram abusadas pelos colonizadores, pois os mesmo acreditavam que elas eram mais atraentes, e as utilizavam como objeto sexual para que ocorresse a miscigenação. Visto isso, a objetificação da mulher na atual sociedade se revela por meio de propagandas, exibindo uma mulher atraente de corpo padrão, apresentando determinado produto. O exemplo que melhor representa esta presente nas publicidades de bebidas alcoólicas, onde telespectadoras femininas acabam desejando ter o corpo da mulher exibida, e telespectadores masculinos desejam ter a bebida, pois acreditam que assim, irão acabar atraindo mulheres como na propaganda, o que não ocorre.

Tais fatos são ultrajantes para todas as mulheres e totalmente ultrapassados, uma vez que não passam de atitudes retóricas e extremamente machistas, utilizadas como marketing para a venda de um produto que, consequentemente causa grande afeto psicológico nas mulheres que em meio as publicidades, desejam ter roupa “x” ou “y” pois na propaganda uma belíssima mulher usufruiu de tal vestimenta. E pior ainda, mulheres que fazem regimes totalmente inseguros e cirurgias plásticas desnecessárias, por exemplo,  para serem as mesmas que modelos de capas de revistas.

Em virtude dos fatos mencionados, é necessário o cancelamento por parte da população, boicotando marcas que objetifiquem a mulher. Em 2017, foi enviado um projeto de lei pela deputada federal Erika Kokay (PT-DF), que previa uma multa que varia de 5 mil a 200 mil para marcas que cometessem tal erro, além de terem o comercial removido e outras advertências. Tal projeto deveria ter sua aprovação para o combate contra este grave problema, e outros projetos também poderiam ser formados com esse intuito, e assim aumentando a fiscalização até que ocorra o fim desse estigma ultrapassado na atual sociedade.