Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 21/10/2020

A colonização brasileira, ocorrida em 1500, instituiu em nosso território o modelo familiar patriarcal, um sistema social em que homens mantêm o poder primário e predominam em funções de liderança, nesse cenário, a mulher se encaixa como uma empregada disposta a satisfazer os desejos do patriarca. No entanto, é com pesar que, mesmo passados séculos, o modelo de submissão feminina continua instaurado em nossa sociedade. Sendo assim, em vista de criticar esse padrão primitivo e imoral, bem como sua propagação, consideramos as propagandas sexistas e a objetificação da mulher, sendo esses os responsáveis por apontar a mulher como objeto de satisfação emocional e/ou sexual e, ainda, disseminar a errônea ideia de um padrão de beleza.

Nesse sentido, a definição de objeto se dá por: coisa mental ou física para a qual converge o pensamento, um sentimento ou uma ação. No modelo patriarcal, a mulher tende a ceder ás vontades de seu marido e servi-lo. Sendo assim, é evidente que nesse sistema a mulher é tomada pela figura masculina como um objeto, e a grande problemática por trás disso tudo é a sua persistência em nossa sociedade e onde suas raízes foram instauradas. Evidencia-se que, é por causa desse mesmo sistema que, em geral, mulheres recebem menores salários, ocupam mais cargos de submissão que liderança, ou mesmo, tem sua graduação ou entrada no mercado de trabalho comprometida.

Ainda, não é equivoco acrescentar que esses padrões arcaicos persistem em nossa sociedade por conta do espaço que eles recebem na mídia. Em 2020, o site de notícias G1 evidenciou em um de seus artigos um fenômeno que tem marcado a nova geração de modelos estéticos em destaque na mídia, as chamadas “influencers”, segundo o site, tem se tornado cada vez mais parecidas. Esse fenômeno, tem como responsável o modelo padrão estético que os veículos de propagandas têm disseminado, sendo esse, como apontado na matéria, resultado de incontáveis procedimentos estéticos. Ou seja, é preocupante que o papel prestado pela mulher nos canais publicitários seja, primeiramente, fortalecendo a objetificação do sexo, e em segundo posto, idealizando seu corpo.

Portanto, a fim de descontruir o modelo patriarcal de nosso país, acabando com a objetificação da mulher na publicidade, o Governo Federal deve intervir. A intervenção deve ser feita por meio da secretaria de cultura, pelo DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), aumentando a fiscalização referente aos anúncios que ferem os direitos cívicos das mulheres, através de plataformas governamentais que também recebam denúncias dos telespectadores. Assim, e somente assim, as mulheres estarão livres de sistemas sexistas opressivos no Brasil, tornando nosso país igualitário e justo entre os cidadãos de ambos os sexos.