Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 30/10/2020

A famosa frase, traduzida do inglês “sex sells”, o sexo vende, resume os objetivos das publicidades que objetificam as mulheres para prender a atenção do consumidor. Assim, dois problemas principais devem ser abordados: a hipersexualização e a estereotipação dos corpos femininos.

Inicialmente, é importante reconhecer a hipersexualização das mulheres. Isso se dá por causa da manipulação midiática, descrita pelo escritor George Orwell como um ciclo em que as massas mantêm as marcas, as quais mantêm a mídia, que por sua vez  controla as massas. Consequentemente, propagandas focadas majoritariamente nos corpos femininos como forma de vender mais, pensamentos machistas e sexistas em que as mulheres servem apenas aos prazeres do homem, assim como na frase “o sexo vende”, são reforçados.

Outrossim, é válido ressaltar a estereotipação do corpo feminino em propagandas. Esse fenômeno é explicado pelo conceito de indústria cultural, proposto pelos sociólogos alemães Adorno e Horkheimer, no qual os meios de comunicação ( televisão, revistas, internet) buscam homogeneizar os corpos por meio da influência que exercem sob a população. Dessa forma, o padrão criado pela mídia em publicidades (de mulher branca, loira e magra) torna-se um meio de pressionar as mulheres a seguirem a imagem ideal imposta. Por conseguinte, essa cobrança por parte da sociedade pode gerar efeitos nocivos à saúde mental, pois transtornos como o TDC (Transtorno Dismórfico Corporal), o qual se caracteriza por uma preocupação exagerada com a própria imagem, atingem principalmente os indivíduos do sexo feminino devido a essa pressão exercida.

Portanto, é mister que o Estado tome medidas para acabar com os abusos publicitários acerca da imagem da mulher. Logo, urge ao governo federal em parceria com a mídia, o dever de combater a hipersexualização e promover a diversidade dos corpos femininos. Essa ação poderá ser feita por meio de propagandas, reportagens e entrevistas, com a participação de psicólogos e modelos, com foco na discussão sobre a objetificação das mulheres, seus males psicológicos e sociais e meios para combater esse problema (por exemplo, boicotar marcas que promovam ideais machistas em que o corpo feminino é o foco). Dessa maneira, menos mulheres sofrerão problemas psicológicos decorrentes da pressão social e hábitos machistas serão reprimidos de forma que haverá uma maior harmonia entre os gêneros na sociedade.