Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 28/10/2020
É visível que desde muito tempo a mulher é tratada de modo inferior ao sexo masculino, fato perceptível, principalmente, se tratando do corpo feminino como objeto. Ademais, a objetificação do mesmo, se refere a banalização da sua imagem, que na atualidade se intensifica em peças publicitárias.
Primeiramente, observa-se na literatura barroca que a figura feminina foi edificada como instrumento de sedução, visto que, na poesia “À mesma Dona Angela” o autor Gregório de Matos cita versos referentes a isso. Logo, a visão inicial sobre as mulheres é distorcida, colocando o padrão de aparências como o mais importante dentre todos os outros aspectos. Dessa forma, é necessária análise para obtenção de intervenções para os problemas.
Além disso, pesquisa feita pelo Instituto Patrícia Galvão e Instituto Data Popular revela que acima de 80% dos entrevistados concordam que o corpo da mulher é usado para vender produtos, como cerveja, em programas de TV nas quais as mulheres são sexualizadas e estereotipadas. Assim, evidencia-se que a visão dos estereótipos femininos é pré-determinada pelo meio social, o que corrobora com a fala da filósofa Simone de Beauvoir “ninguém nasce mulher, torna-se mulher”. Em virtude das situações mencionadas, a objetificação da mulher na sociedade é negativa.
Portanto, faz-se necessário que as redes de comunicação, como televisão e redes sociais sejam usadas de maneira eficiente para promoverem a conscientização, através de palestras e debates sobre a problemática, além de banir propagandas que associem o corpo feminino como objeto. Assim, os problemas serão amenizados.