Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 29/10/2020
Para Simone de Beauvoir desde os primórdios da humanidade a mulher é colocada como o “Outro”, sendo um ser negativo e limitado, enquanto o homem é o sujeito absoluto diante do contexto o qual ele está exposto, criando-se uma sociedade predominantemente masculina mesmo que elas sejam a maioria, se estabelecendo uma relação dominância dos homens sob as mulheres, tal qual foi fundamental para a criação do conceito de feminilidade e a idealização da mulher, utilizados até hoje e reforçados constantemente pelo capitalismo.
A feminilidade é vista de forma banalizada, onde a aparência é retratada como um fator grandioso dentro da sociedade. É comum ver em o corpo feminino sendo sexualizado em campanhas publicitárias para vender produtos, sejam de vestuário, cervejas ou cosméticos. Assim, cada vez mais a beleza é idealizada, fazendo mulheres se submeterem a variados procedimentos estéticos para alcançá-la.
Marx dizia que o capitalismo é voltado para a produção, na qual os donos dos meios de produção definem o que é produzido. A objetificação da mulher na publicidade pode ser vista como consequência de tal sistema, uma vez que se dá principalmente pela disseminação de conceitos em torno de um padrão estético mutável sobre o feminino, criado pela classe dominante para sustentar a aparência ideal que se altera a medida que surgem novos produtos, criando um padrão de beleza inatingível no qual mulheres irão buscar mais procedimentos para ficar próximas ao idealismo.
Por tanto, a submissão feminina é algo antigo e os ideais machistas ainda estão muito presentes na sociedade. Por isso, é necessário a educação acerca da mulher por meio de campanhas educacionais realizadas por organizações feministas, para que se quebre os estereótipos impostos. Além disso, é necessário que o CONAR fiscalize mais estritamente publicidades que objetificam a mulher, aplicando multas àqueles que o fizerem, para que se diminua consideravelmente esse tipo de propaganda.