Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 02/11/2020
A publicidade tornou a vida das empresas e marcas mais lucrativa. Entretanto, os pensadores por trás das propagandas não se preocupam em valorizar todos os consumidores, uma vez que, é evidente a difamação e objetificação da mulher na maioria dos comerciais. Dois aspectos contribuem para tal situação: a perpetuação do sistema patriarcal e a falta de sanções que coíbam essa violência. Logo, esses entraves devem ser resolvidos.
Em primeira análise, é fato que as mulheres sofrem com a discriminação há anos. Isso se dá, devido ao sistema patriarcal que inferioriza as mulheres e impõe que elas pertencem aos homens e devem satisfazer os desejos masculinos, invalidando a própria vida. A exemplo disso, podemos citar as propagandas de cerveja, a mais famosa delas tinha o “slogan” “vai verão, vem verão”, onde uma mulher seminua servia a bebida aos homens e era facilmente confundida com o produto em si. Sendo assim, essas situações deploráveis de objetificação devem ser combatidas.
Outrossim, no país não há leis ou multas que reprimam qualquer tipo de propaganda sexista. Apesar da notória diminuição nos comerciais de cunho machista, nada disso é resultado de intervenção estatal, e sim da luta das próprias mulheres em prol de mais respeito e igualdade. Portanto, é urgente uma ação do Estado que proteja as mulheres desse tipo de conteúdo.
Em suma, medidas devem ser tomadas para dirimir a objetificação da mulher na publicidade. Para tal, a CONAR deve aumentar os critérios para autorizar a publicação das propagandas, por meio de sanções em dinheiro para àqueles que descumprirem as normas, com o intuito de garantir o respeito às mulheres e o fim gradual do sistema patriarcal. Destarte, a publicidade terá seu único objetivo- promover produtos e aumentar a compra- concluído eticamente.