Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 09/11/2020
Com o Renascimento cultural e o patrocínio às artes, pelos homens mais ricos, a figura feminina passou a ser retratada com o objetivo de satisfazê-los. Infelizmente, 500 anos se passaram e a imagem da mulher ainda é utilizada como fonte de prazer por meio das publicidades presentes nos veículos de mídia. Desse modo, tem-se que o uso dessas imagens para atrair consumidores é um problema que impacta na promoção de uma sociedade mais justa e está atrelada com a violência contra a mulher.
Primeiramente, o uso de figuras femininas como forma de atrair consumidores é um problema que vai contra os preceitos da Constituição federal. Como prova, tem-se que as propagandas, principalmente aquelas destinadas ao público masculino, que exploram a imagem feminina com o intuito de atrair consumidores e recalcar a ideia de que o corpo feminino deve ser usado para satisfaze-los. Dessa forma, revela-se um problema decorrente da ineficácia do uso da constituição na promoção da segurança das mulheres, uma vez que essa parcela deixa de ser tratada como cidadã e passa a ser tratada como bem de consumo.
Ademais, esse modelo de propaganda faz com que a mulher seja desumanizada. Com isso, tem-se que a objetificação faz com que ela deixa de ser vista como indivíduo , dessa forma, exercer atos de violência contra essa parcela da população torna-se aceitavel. Segundo a filósofa Hanna Arendt esse processo, no qual a violência contra parte da população é normalizada, é chamado de Banalização do Mal. Como consequência desse processo de transformação do corpo feminino em objeto de consumo tem-se que a violência contra esse grupo, motivado pelo desejo de possui-lo, fez com que o assassinato de mulheres por esse motivo alcançasse números tão alarmantes que foi criado o crime de Feminicício -assassinato de mulheres devido aos fato delas serem do gênero feminino.
Fica claro, portanto que a objetificação feminina é um contratempo a ser solucionado. Por isso, é necessário que o Ministério da educação inclua na grade curricular de história aulas sobre como ocorreu o processo de objetificação feminina desde a antiguidade e na de sociologia sobre os movimentos de luta contra esse tipo de visão, como o Feminismo, como esse tipo de visão ainda está presente nas campanhas publicitárias e como ele impacta negativamente na vida das mulheres. Isso, com o objetivo de instruir os alunos sobre os os problemas gerados por esse tipo de propaganda e como isso impacta nos indices de violência contra a mulher, para que os mesmos se tornem mais críticos, denunciando esse tipo de publicidade e também ajam na promoção de uma sociedade menos violenta. Dessa forma, será possível fazer com que as mulheres deixem de serem retratadas como um produto nas publicidades e assim incentivar a promoção de uma sociedade mais segura.