Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 22/11/2020

Na música “Respeita as Mina”, há a representação de como os desrespeitos ao sexo feminino são frequentes. Do mesmo modo, a narrativa não destoa da realidade atual, na qual não só as mulheres, mas principalmente elas vêm sendo objetificadas em propagandas para a obtenção de lucros, gerando consequências negativas para as mesmas na sociedade.

Em primeira análise, é evidente o fato de que, na atualidade, não se preocupar com o respeito ao sexo feminino é algo que traz lucro aos dirigentes. De maneira análoga, segundo Karl Marx, a economia é a base da infraestrutura. Nesse sentido, os valores morais são perdidos, agravando em publicidades machistas que mostram a mulher como um objeto disponível para satisfazer os homens, com o intuito de aumentar as vendas. Assim como, em propagandas de cerveja é mostradas mulheres com pouca roupa para atrair o público masculino.

Ademais, devido à constante objetificação do sexo feminino, o mesmo vem sofrendo prejuízos. Desse modo, segundo Michel Foucault, o poder articula-se em uma linguagem que cria mecanismos de controle e coerção, os quais aumentam a subordinação. Nesse viés, as mulheres são subordinadas a conviver sendo objetificadas frequentemente na publicidade, influenciando na sociedade atual, acarretando em mais pensamentos machistas e no estímulo a abusos e estupros, atuando na direção contrária à igualdade de gênero.

Portanto, ao Estado é de extrema importância que tome atitudes contra as propagandas machistas, por meio de um projeto de leis mais dinâmicas. Sendo assim, sendo proibido mostrar o sexo feminino como ínfero ou como objeto para satisfazer os homens, não influenciando em abusos ou em estupros, com a finalidade de frear a objetificação da mulher na publicidade, assim como é retratado na música: “Respeita as Mina”.