Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 11/01/2021

Segundo Platão, filósofo clássico, ‘‘o importante não é viver, mas viver bem’‘. Essa temática não se encaixa ao atual panorama brasileiro devido às objetificações das mulheres nas propagandas, fruto da negligência do Estado e do modelo capitalista. Dessa maneira, proporciona o desenvolvimento de doenças físicas e psicológicas. Por isso, meios para combater essa situação são necessárias como, um projeto de prevenção as mulheres.

Em primeiro plano, cabe ressaltar que, conforme Thomas Hobbes, filósofo inglês, ‘‘é dever de o Estado zelar pelo bem-estar social, pois ambos estão unidos pelo contrato social. Entretanto, apesar da Constituição Federal brasileira de 1988- norma de maior hierarquia no sistema jurídico- assegurar que são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, essa ainda é deficiente, tendo em vista a objetificação feminina, principalmente, nas propagandas de cerveja, no qual o corpo feminino é comparado a um objeto e uma mercadoria.Assim,contribui para o desenvolvimento de violências sexuais,domésticas e da cultura do estupro,pois nas publicidades o gênero feminino é inferiorizado e submisso as vontades masculinas.

Em segundo plano, vale mencionar que essa situação é corroborada pelo capitalismo, porque, consoante Zygmund Bauman, sociólogo polonês, em sua obra ‘‘Modernidade Líquida’’, o indivíduo está em um mundo fluido-desprovido de valores-e os relacionamentos interpessoais têm a lógica do consumo - descartáveis. Ao seguir essa linha de pensamento, observa-se que essa temática contribui para a objetificação do gênero feminino, haja vista que o modelo capitalista prioriza o lucro, desse modo utiliza o corpo feminino como uma moeda de troca, ou seja, ‘‘compre esse produto e você vai conquistar essa mulher’‘. Em face desse problema, o gênero feminino é inferiorizado e as propagandas atuam na direção contrária à igualdade social.