Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 17/12/2020
Na Grécia Antiga, a cidade-estado Atenas era destaque pela criação da democracia, porém, a atuação da mulher era irrelevante, pois tinha o papel de realizar somente atividades domésticas e receptivas, além de não participar das decisões políticas. Hodiernamente, a mulher vem conquistando seus direitos, entretanto, ainda há controvérsias, como mulheres despidas de segurança e o preconceito enraizado com as mesmas. Dessa forma, a sociedade depara-se com desafios para erradicar a objetificação da mulher na publicidade.
Sob esse viés, de acordo com o jornal Folha de São Paulo, a violência contra a mulher aumentou 19% em relação a 2018. Analogamente, percebe-se a influência da propaganda nessa adversidade, visto que a mesma retrata a mulher como um objeto sexual e de satisfação do desejo masculino, por isso tal agressividade, uma vez que desde os primórdios a mulher é vista como um ser inferior. Ademais, a publicidade serve como um modo de alienação, fazendo com que seu público alvo veja e adote como ideologia, e, geralmente, essas publicidades são com mulheres seminuas com determinado produto. Por conseguinte, esse ato leva á desvalorização feminina.
Outrossim, o preconceito com as mulheres está em diversas atividades públicas, como cargos em trabalhos e no esporte. Nessa perspectiva, segundo o físico teórico Albert Einstein, “É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito”. Sob tal ótica, nota-se que esse prejulgamento vem de gerações passadas, onde era de grande dificuldade as mulheres conseguirem um emprego, o qual era restrito somente a trabalhos domésticos, além do salário ser inferior aos dos homens. Dessa maneira, a objetificação da mulher é justificada pelo fato da oportunidade de emprego ser escassa e desigual. Portanto, para que haja uma melhoria no cenário da objetificação da mulher na publicidade, é imprescindível o esforço coletivo entre comunidades e Estado. Por tudo isso, cabe a Defesa dos Direitos da Mulher, juntamente com o Governo Federal, propor uma reeducação sociocultural, mediante a circulação de campanhas educacionais, em televisões e internet, com o intuito de erradicar esse abuso da objetificação. Em seguida, reforçar os direitos da mulher, por meio da ação governamental, para que exista uma igualdade de gênero, em prol de uma sociedade mais justa e sem preconceitos.