Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 28/12/2020

A publicidade trata a figura feminina como objeto, problemática evidenciada principalmente nos comerciais de cervejas, que demonstram sempre o corpo da mulher de forma sexualizada afim de obter sucesso nas propagandas e consequentemente no capital, colocando a mulher como produto e sempre submissa ao homem, tal como nas sociedades patriarcais.

“Mostre para elas que o mundo é dos homens”, era o slogan de uma famosa empresa de gravatas nos anos 50, a Van Heusen, que mostrava a mulher submissa ao homem cumprindo o estereótipo de dona de casa. Embora o contexto date de tempos atrás, tal problemática ainda é uma realidade mundial, sobretudo, em comerciais machistas, onde as mulheres possuem utilidades apenas para agradarem aos homens e dar lucro as empresas, visto que, a figura feminina se torna o principal produto das publicidades.

Além disso, é relevante ressaltar a erotização das mulheres e os sentidos nocivos dos anúncios publicitários como um dos impulsionadores da problemática. No início de 2015 a cervejaria Skol iniciou a campanha “esqueci o não em casa”, incentivando as mulheres a aceitar tudo e contrariando a ação anti-abuso que diz “não é não!”. Publicidades que retratam a seminudez e submissão, expõem as mulheres a um grande perigo como violência e abusos.

Desta forma, entende-se que, a mulher e seu corpo quando exposto a meios publicitários nocivos acomete a sua segurança. Assim, é de extrema importância que os órgãos controladores da mídia proíbam a seminudez e as frases com sentidos nocivos que possam ofender a imagem feminina, como a dominação de um gênero sobre outro. Assim será possível observar uma realidade diferente das sociedades patriarcais e sem vigência de qualquer tipo de violência e abuso.