Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 23/12/2020

O curta-metragem “Mulheres brasileiras: do ícone midiático à realidade” critica a forma que os meios de comunicação exploram a imagem das mulheres. Fora da ficção, essa conjuntura é vista com frequência na esfera social, haja vista a perpetuação da objetificação da mulher na publicidade. Em vista disso, as campanhas apresentam como público alvo o masculino, o que corrobora para o acréscimo desse cenário, além da contínua esteriotipação feminina.

Em primeiro plano, é importante ressaltar a forma que a mulher é retratada em peças publicitárias para atingir o público masculino. Nesse sentido, segundo o sociólogo Karl Marx, “Em um mundo capitalizado a busca pelo lucro ultrapassa valores éticos e morais”. Sob essa ótica, é notório que a mídia utiliza do corpo feminino para lucrar na venda de produtos e, um grande expemplo clássico é as campanhas de cerveja, na quais mulheres são esteriotipadas e hipersexualizadas. Logo, são necessárias políticas públicas para intervir na expansão desse panorama.

Ademais, outro aspecto a ser abordado é o fato de como a objetificação da mulher propaga esteriótipos e padrões de beleza irreais. Nessa perspectiva, de acordo com o sociólogo Adorno, a publicidade atua na criação de padrões pré-definidos que tiram a liberdade de pensamento dos espectadores ao forçar imagens errôneas em suas mentes. Sob esse viés, é evidente o quanto instrumentos midiáticos criaram um culto a uma beleza superficial, em razão da forma que a figura feminina é submetida a edições fotográficas. Assim sendo, é fulcral a mudança desse cenário totalmente retrógrado.

Depreende-se, portanto, a relevância da criação de alternativas para atenuar a objetificação da mulher na publicidade. Em suma, cabe o Ministério da Mulher conscientizar a população sobre a utilização da imagem feminina para promover a venda de produtos, por meio de campanhas publicitárias, a fim de cessar essa perpetuação do machismo na sociedade relacionado à hipersexualização da mulher para gerar lucro. Além disso, orgãos controladores da mídia devem combater a circulação de imagens com a figura feminina submetida a altas edições fotográficas, por intermédio de fiscalizações, com o objetivo de reduzir o culto a um padrão estético superficial nas mulheres. Desse modo, será possível conter a objetificação da mulher na publicidade.