Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 03/01/2021
“Vem verão, vai verão” uma propaganda de cerveja que passou na televisão aberta por meses apelava para o uso da mulher como ferramenta principal de sua propaganda, visto que o público masculino é o maior consumidor de álcool a propaganda objetifica a mulher da estrutura atual da sociedade. Não é a primeira vez que isso ocorre, a apelação do corpo feminino para criação de conteúdo para homens está presente na sociedade. O real problema é que quando a publicidade utiliza a imagem feminina objetificada ela não só chama atenção de um público, como reforça ideais machistas e misóginos presente nessa camada da sociedade contribuindo assim para uma sociedade que vê uma mulher como elemento apelativo.
Primeiramente, precisamos entender que a sociedade contemporânea em que vivemos é por si só patriarcal, onde ,por exemplo, a implantação do american way of life na década de 20 usava como ferramenta publicitária a mulher dona de casa para vender produtos domésticos. Sendo assim, esse tipo de propaganda reforçou por muitas décadas subsequente que o local da mulher era na cozinha e que seu papel era agradar seu marido e sua família, porque ela precisava disso para ser completa. A fórmula patriarcal dentro da publicidade se moldou ao longo dos anos, então não vemos mais mulheres dentro de cozinhas, agora, vemos verão. A mulher que se tornou dona do proprio nariz agora se tornou simbolo apelativo ao sexo.
Em sequência, é fundamental entender que sexualizar mulheres não como empodera, como pelo contrário, apenas tornam-se mais objetos. Esse tipo de publicidade inserido da publicidade se torna mais perigoso inseridos em um contexto tecnológico onde uma pornografia se faz presente, na qual uma indústria liderada por homens se torna a monetização de corpos femininos. A normalização dos ambientes apelativos auxiliam na criação do alicerce social para violência contra a mulher, pois sendo uma mulher um objeto e não cumprindo com o que lhe é imposto grande parte dos homens, no Brasil, não sente nenhum direito de puni-las e machucá -las. Nesse cenário, o Brasil se tornou o 5º país em morte violentas de mulheres no mundo, segundo o UOL.
Atualmente, as mulheres possuem lei Maria da Penha como tentativa de combater o feminicídio, porém, é necessário que o governo aja na causa dos problemas alteram da sociedade que inferiorizam mulheres. Dessa forma, entendendo que a publicidade contribui para a normalização do machismo, O Ministério da Mulher e da Família precisa criar leis nas quais impedem a apelação sexual e objetificação das mulheres dentro da publicidade, entendendo que estes atos só degradam e tornam a sociedade mais violenta para que depois de aplicado como leis a conscientização que seja feita e se torne efetiva.