Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 05/01/2021
“Vem verão, vai verão” uma propaganda de cerveja que passou na televisão aberta por meses apelava para o uso da mulher como ferramenta principal de sua propaganda, visto que o público masculino é o maior consumidor de alcólicos. Sendo asim, a propaganda objetifica a mulher dentro da estrutura atual da sociedade. Não é a primeira vez que isso ocorre, a apelação do corpo feminino para criação de conteúdo para homens está presente na sociedade. O real problema é que quando a publicidade utiliza a imagem feminina objetificada ela não só chama atenção de um público, como reforça ideais machistas e misóginos presente nessa camada da sociedade contribuindo, assim, para uma sociedade que vê a mulher como elemento apelativo.
Primeiramente, precisamos entender que a sociedade contemporânea em que vivemos é por si só patriarcal, onde, por exemplo, uma implantação do modo de vida americano na década de 20 usava como ferramenta publicitária a mulher, dona de casa, para vender produtos domésticos. Sendo assim, esse tipo de propaganda reforçou por muitas décadas subsequente que o local da mulher era na cozinha e que seu papel era agradar seu marido e sua família, porque ela precisava disso para ser completa. Uma fórmula patriarcal dentro da publicidade se moldou ao longo dos anos, então não vemos mais mulheres dentro de cozinhas, agora, vemos verão. A mulher que se tornou dona do próprio nariz agora se tornou simbolo apelativo ao sexo.
Em sequência, é fundamental entender que a sexualização de mulheres na mídia não como empordera, na verdade, isso como coloca na posição de objetos como se essa função sua função. Esse tipo de publicidade se torna mais perigoso em um contexto tecnológico aonde uma pornografia se faz presente, na qual uma indústria liderada por homens se torna a monetização de corpos femininos. A normalização dos ambientes apelativos auxiliam na criação do alicerce social para violência contra a mulher, pois sendo uma mulher um objeto e não cumprindo com o que lhe é imposto, grande parte dos homens, no Brasil, não sente nenhum direito de puni-las e machucá -las. Nesse cenário, o Brasil se tornou o 5º país em morte violentas de mulheres no mundo, segundo o portal de conteúdo UOL.
Logo, lei Maria da Penha como tentativa de combater o feminicídio, porém, é necessário que o governo aja na causa dos problemas atuais da sociedade que inferiorizam mulheres. Dessa forma, entendendo que a publicidade contribui para a normalização do machismo, O Ministério da Mulher e da Família precisa criar leis de limitação nas quais recortes de apelação sexual e objetificação das mulheres em propagandas seja motivo de punição. Reconhecendo que a comunicação violenta torna a sociedade mais violenta, sendo assim,a mulher teria sua preservação integral em um ambiente consciente.