Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 12/01/2021

De acordo com o conceito de ‘‘corpo social’’, para o sociólogo Emile Durkheim, a sociedade é regida por princípios e regras que norteiam a conduta humana, com o objetivo de uma boa convivência. Todavia, devido à objetificação da mulher na publicidade, tal garantia é rompida. Dessa forma, nota-se que a estratégia de empresas e a normalização da população são fatores que desencadeiam essa problemática.

Em primeiro plano, para Karl Marx, o fetichismo da mercadoria é uma forma de dar um valor a mais a algum produto, na qual pode ser atribuído ao consumidor após a compra, como poder e ostentação. Nesse sentido, percebe-se que empresas utilizam a imagem feminina para atrair consumidores, como no comercial de cerveja, muitos usam uma mulher na propaganda, essa ação é uma forma para as pessoas pensarem que após a compra do líquido, irão ter algo a mais depois. Logo, é notório que essa técnica de comércio desvaloriza a mulher.

Ademais, para a filósofa Hannah Arendt, a banalidade do mau é uma ação negativa que ao ocorrer repentinas vezes, é vista como algo comum pela sociedade. Diante disso, observa-se que esse problema ocorre várias vezes, porém a população normaliza essa situação e não entende que esse tipo de propaganda é uma forma de objetivar a imagem feminina. Por conseguinte, é preciso que as pessoas comecem a criticar essa forma de publicidade.

Com base nos argumentos mencionados, portanto, a objetificação da mulher é um problema que precisa, urgentemente, ser sanado. Para isso, o governo federal, em parceria com vias midiáticas, deve conceder multas às empresas que ainda trabalham nisso, além de publicasr em redes comunicativas o quanto errado é, por meio de fiscalizações e redes sociais, de modo que todos tenham acesso e estejam cientes, para que esse tipo de propaganda não venha acontecer mais. Somente assim a população viverá um pleno cenário justo e igualitário.