Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 12/03/2021

Como foi previsto pela Constituição federal de 1988, todos os brasileiros são iguais e têm os mesmos direitos perante a lei. Entretanto, com os constantes comerciais relativos à objetifficação da mulher, ficando em um patamar inferior e relação ao homem,visto que ela vira um objeto.Essa conjuntura é apliada pelo descaso governamental e pelo machismo.

Convém pontuar que tal impasse é ajudado pela ausência de medidas governamentais para que ocorra o direito feminino. Nesse sentido, esse revés se penetra nos costumes da sociedade e leva ao aumento de assédios, pois o homem alienado pelos comerciais crê que pode cometer tal delito. Esse contexto configura-se como uma violação do “Contrato Social”, do filósofo inglês John Locke, já que o Estado não cumpre com a sua parte do acordo entre ele e a sociedade, visto que a Carta Magna não está sendo respeitada. Assim, caso o governo continue inerte, a grande coisificação com as moças fortificar-se-á em exponencial.

Vale salientar que o machismo estrutural também  impulsiona com as propagandas objetificando-as. Tanto que segundo a pensadora contemporânea Hannah Arendt, na teoria da “Banalidade do Mal”, fazer coisas que prejudicam os outros cidadãos está se tornando normal, porque os humanos não pensam se algo será prejuducial para outros, já que o ato ruim foi normalizado. Dessarte essa cultura machista é inserida na conjetura da filósofa pois essa banalização faz com que o homem, muitas vezes, não reflita se o que ele está fazendo é correto. Logo, caso os cidadão não alimente seu julgamento, muitas vítimas sofrerão.

Então, depreende-se que que é necessário um combate a esses obstáculos. Para tanto, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária deve, por meio de multas, acabar com as propagandas objetificadoas, com o intuito  de cessar hábito maléfico. Paralelamente, é imperativo que o Poder Judiciário, por intermédio da Constituição -documento de maior importância na nação-, puna os homens que assediam-nas , com a finalidade de que a mulher não se sinta com medo de fazer coisas normais. Assim, consolidar-se-á um país mais igualitário , onde o Estado  cumpre o seu contrato social, como afirmou Locke.