Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 12/03/2021
De acordo com a Terceira Lei de Newton “toda ação corresponde à uma reação de mesma intensidade, contudo, indo em contrapartida da mesma. A lei criada pelo físico é totalmente aplicável no contexto da objetificação da mulher na publicidade , de modo que para toda ação do homem, no caso objetificar o gênero feminino, existe uma reação de mesma intensidade e decorrente da primeira, sendo a idealização de uma mulher ideal para o homem e a perpetuação de uma sociedade patriarcal machista
Nesse sentido, os comerciais que usam da imagem feminina como objeto fazem com que os homens criem uma visão idealizada da “mulher perfeita” para si mesmos e levem ela para vida, cultivando uma idolatria a beleza artificial e sexualizada. Nessa perspectiva, é cabível mencionar a história de uma das personagens do seriado “One Tree Hill”, a Rachel, que costumava a ser diferente do que os garotos idolatravam e queriam, portanto, ela decidiu fazer inúmeras cirurgias plásticas para se encaixar aos padrões. Propagar essa linha de pensamento é extremamente perigoso para saúde mental e física da mulher, considerando a depressão de tanto ser pressioanda para ser algo que não é e as imensas dores do pós cirúrgico.
Outrossim, outra problemática disso é de sempre passar a imagem da mulher como sendo submissa ao homem e sempre ter que buscar um para depender do mesmo. De acordo com a Declaração dos Direitos da Mulher e da cidadã, criada como revolta em contrapartida da Declaração dos Direitos do Homem e do cidadão, diz que toda mulher tinha como direito universal a igualdade, liberdade e fraternidade. Por mais que a declaração não passasse de uma revolta ao momento, ela mostra que desde de sempre a mulher foi inferior ao homem, por mais que tentassem de tudo para não serem. De modo que as propagandas ajudem muito a permanecer esse pensamento, mesmo depois de todos os avanços do feminismo.
Logo, é de suma importância que o Estado tome providências para evitar tamanha problemática no país, de modo que seja feito a mesma proibição da imagem sexualizada da mulher nas televisões que foi feita em países como Suíça, Dinamarca e Noruega, passando assim a responsabilidade da ação para o CONAR, de melhorar e ser mais rígido em suas fiscalizações de comercias que vão para TV aberta, por meio de maior investimento na área, para que seja possível conviver em um pais onde a mulher não sofra com pressão psicológicas e imposições sobre como o corpo e aparência dele devem ser, deixando de ser sexualizada e onde não tenham que ver a linha de pensamento machista continuar se propagando e crescendo.