Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 12/03/2021
Publicidade hiper sensualizada
Desde o início da publicidade, a mulher é tratada como um objeto a ser conquistado, um exemplo disso era a famosa atriz norte americana Marilyn Monroe, sempre retratada de forma apelativa nas mídias. Na atualidade, tal hábito ainda pode ser observado nas redes sociais, nas quais algumas marcas utilizam de mulheres, e as hiper sensualizam, para vender seus produtos.
Neste cenário, qualquer tipo de propaganda tem a função de persuadir, porém, a apelação à sensualidade feminina reforça o machismo, o qual defende que a mulher é o sexo frágil e o homem tem o direito de dominá-la. Dessa forma, a publicidade sensualmente apelativa proporciona o aumento do preconceito de gênero, tornando a mulher mais vulnerável a abusos, podendo até mesmo acarretar feminicídio, pela falta de empatia e respeito de homens com as mulheres.
Outrossim, apesar de proibido por lei, as empresas buscam brechas na lei para que as propagandas sejam transmitidas em rede nacional. Nesse caso, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) é ineficiente ao combater a divulgação de anúncios com características de objetificação da mulher, e muita das vezes mantendo as empresas impunes.
Diante dos argumentos apresentados anteriormente, é necessário que o CONAR, apenas permita que as empresas retratem as mulheres de forma igualitária aos homens, e de forma não sensualizada, nos meios de comunicação. Tal ação ocorrerá através de um maior rigor na fiscalização da publicidade das empresas, e tem o intuito de romper com o machismo impregnado na sociedade e começar a formar pessoas mais empáticas e respeitosas. Da mesma maneira que a praticada pela Heineken, marca de cerveja holandesa, que em suas novas propagandas mostra a mulher bebendo com amigos em um bar, assim como praticado pelos homens.