Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 17/05/2021

Em 2015, foi promulgado o projeto de lei número 967 que proibe a erotização feminina em propagandas. Todavia, a objetificação de mulheres na publicidade ainda é um preocupante problema no Brasil. Vê se que essa situação é oriunda de uma infraestrutura econômica que se mantém por meio da ploretarização e exploração de corpos. Assim, tal conjuntura favorece o adoecimento mental das mulheres, juntamente com a propagação de valores machistas no corpo social. Dessa forma, medidas são fundamentais para alterar essa realidade.

Em primeira análise, cabe pontuar que o sistema econômico hodierno contribui para a objetificação feminina no meio comercial. A ascensão do sistema capitalista teve como uma das principais características a apropriação do corpo feminino, seja para garantir mão de obra por meio da criminalização do aborto, seja para tirar o individualismo da mulher e transforma-la em um produto provedor de prazeres masculinos. Sob esse viés, a industria cultural, para vender seus produtos, usa a figura feminina de forma hipersexualizada e consequentemente reforça não apenas valores misóginos e sexistas, mas também a auto objetificação entre as mulheres. Logo, é urgente discutir ações para atenuar o impasse.

Posteriormente, dentre as consequências dessa sexualização publicitária, destaca-se danos físicos e morais contra indivíduos do sexo feminino. Transformar o corpo femino em um objeto faz com que uma grande parcela das mulheres não se sintam capazes ou confortáveis de ocuparem espaços intelectuais, como debates políticos ou altos cargos profissionais - padrão de comportamento conhecido como “Síndrome da Impostora” -, uma vez que são vistas como um corpo desprovido de qualidades meramente voltado para a sedução e erotismo. Consoante a isso, a auto objetificação está diretamente relacionada com o desenvolvimento de transtornos alimentares, depressão, baixa autoestima, disfunção sexual, competição feminina, entre outros problemas. Dessa maneira, é imprescindível a proposição de medidas para minimizar essa situação.

Portanto, ao analisar a erotização de mulheres em propagandas, observa-se a influência desse no entrave social, o que exige um plano de ações eficiente para amenizar o problema. Posto isso, compete ao Ministério das Comunicações, em parceria com o poder legislativo, por meio de investimentos destinados a intensificar fiscalizações, punir com mais rigor empresas que descumprem a lei número 967, principalmente na internet, a fim de de garntir não apenas a efetivação desse ordenamento jurídico, mas também a integridade física e moral da figura feminina dentro da sociedade brasileira.