Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 30/06/2021
As mulheres, durante toda a história da humanidade, foram vítimas de diversos estigmas e abusos, sendo considerada como alguém inferior e também como um objeto. Ademais, esse cenário é nítido quando se analisa as publicidades, as quais mostram as mulheres como se fossem um produto, e isso acaba tanto por fortalecer esse preconceito, quanto por aumentar os casos de abuso.
Em primeiro plano, as existências desses comerciais acabam por ir contramão aos movimentos sociais feministas, uma vez que objetificam e sexualizam o corpo da mulher, normalmente, por meio do uso de peças de roupas chamativas. Além disso, com esses comerciais passando em rede aberta, eles não só fortalecem o estigma feminino construído na cabeça dos adultos, como insere ele na cabeça dos mais jovens.
Ademais, com a propagação desse tipo de imagem sobre o feminino, os casos de abusos e violência aumentam, especialmente a violência doméstica, uma vez que muitos homens, devido a objetificação fortificada nessas propagandas, veem suas conjugues não como parceiras, mas sim como apenas instrumentos, cuja a posse é do marido.
Portanto, visto os fatos citados, é necessário que o Ministério da Comunicação, juntamente com o Ministério de Segurança, reforce as leis a respeito da sexualização feminina nos comerciais, por meio de um processo que deverá ser aberto no Supremo Tribunal Federal, o qual eliminará brechas que permitam essas propagandas fazerem isso de forma legal. Assim, será possível mitigar a objetificação da mulher na publicidade e, consequentemente, o preconceito envolta da figura feminina.