Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 05/07/2021
O livro “Ditadura da beleza e a revolução das mulheres”, escrito pelo psiquiatra americano Augusto Cury, discorre sobre os impactos do patriarcado no cotidiano das mulheres. Em consonância, a sociedade contemporânea enfrenta grandes dilemas a respeito da objetificação da mulher na publicidade. Sendo assim, infere-se que essa problemática vai contra o ideal de igualdade entre os gêneros e corrobora para a perpetuação da estereotipação dos corpos femininos. Logo, medidas são necessárias para resolução do impasse.
Em primeiro plano, é válido retornar às consequências da objetificação feminina sobre o ideal de igualdade de gêneros. Assim, a objetificação da mulher retira sua individualidade, traduzindo a ideia de que essa população é um adereço inanimado que possuí o objetivo de promover produtos voltados para o público masculino. Dessa forma, ocorre a perpetuação das ideias machistas e patriarcais dentre os indivíduos, visto que, a figura feminina é colocada como submissa e dependente do homem, relacionando sua existência a satisfação dos desejos sexuais masculinos. Por conseguinte, esses fatores implicam em casos de assédio e violência nos mais variados ambientes, já que, historicamente houve a manutenção da autoridade masculina em paralelo com a desestruturação da individualidade da mulher.
Nessa perspectiva, é analisado que o emprego dos corpos femininos na publicidade promove a estereotipação dos corpos das mulheres. Então, a exposição sexual massiva de corpos padronizados fomenta a consolidação do ideal de beleza, delimitando o que é considerado atraente. Como consequência, ocorre a auto-objetificação da mulher, na qual essa se sente na obrigação de atender os inatingíveis padrões de beleza e os desejos masculinos. Outrossim, ainda de acordo com o livro “Ditadura da beleza e a revolução das mulheres”, essa padronização faz com que a busca pela semelhança com as mulheres da mídia digital aumente o número de casos de distúrbios alimentares e problemas psicológicos, acarretando sérias consequências a essa população.
Em síntese, medidas são necessárias para a resolução dos impactos da objetificação da mulher na publicidade. Para tanto, o governo federal, em parceria com a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, deve enrijecer a fiscalização das propagandas. Isso será feito por meio da criação de um comitê composto exclusivamente por mulheres, voltado para analisar e debater o emprego da mulher nas propagandas, com o fito de diminuir a exposição sexualizada dos corpos femininos. Dessa maneira, será cada vez mais raro o emprego da figura feminina relacionada a satisfação do homem.