Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 05/09/2021
O machismo é um preconceito, expresso por opiniões e atitudes, que se opõe à igualdade de direitos entre os gêneros, favorecendo os homens em detrimento das mulheres. Tal ideia é exemplificada através da objetificação da mulher na publicidade brasileira. Dentro desse contexto, há dois importantes fatores que devem ser levados em consideração: a satisfação de desejos masculinos e a lógica capitalista.
Primeiramente, vale ressaltar que em um episódio da série “Emily in Paris”, da Netflix, a personagem Emily se manifesta contra um comercial, em que uma mulher passa o perfume anunciado e fica totalmente nua, atraindo a atenção de todos os homens. Análogo à ficção, diversas propagandas objetificam o corpo feminino, com o objetivo de satisfazer os desejos masculinos. Isso pode ser observado, principalmente, em anúncios de cervejas, que contêm extremo apelo sexual e cenas machistas.
Além disso, é importante salientar que a priorização de interesses financeiros é um entrave no que tange ao problema. Nesse âmbito, para o sociólogo Zygmunt Bauman, os valores da sociedade estão sendo colonizados pela lógica de mercado. Tal constatação é nítida em propagandas que objetificam as mulheres e que são extremamente desrespeitosas com o corpo feminino, visto apenas como um objeto sexual ou uma mercadoria. Logo, o capitalismo, através de anúncios sexistas, normaliza o machismo na sociedade, sendo que esse preconceito deveria ser combatido, e não propagado nas mídias.
Torna-se evidente, portanto, que a problemática abordada deve ser resolvida. Para isso, é necessário que as mídias e os influencers digitais, unidos aos internautas, realizem protestos contra a objetificação da mulher na publicidade, por meio de posts de boicote nas redes sociais e vídeos que expliquem o desrespeito dessas propagandas com o corpo feminino. Essas atitudes têm o objetivo de impedir o lançamento de novos anúncios sexistas e lutar contra o machismo. Dessa forma, as mulheres não serão tratadas como um objeto sexual do capitalismo.