Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 09/10/2022
Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos todos os indivíduos são iguais em dignidade e direitos. No entanto, tal premissa não é verificada na realidade brasileira, uma vez que a mulher continua sendo objetificada na publicidade. Nesse contexto emerge um problema sério que tem origem na má influência midiática e na lacuna legislativa.
Nesse sentido, em primeiro plano, é preciso atentar para a má influência midiática nessa problemática. George Orwell afirma que a mídia controla a massa. Tal controle é nítido quanto à objetificação da mulher, tendo em vista que muitos comerciais as utilizam apenas pela estética do seu cortein explica que no Brasil as leis são inefetivas, o que gera uma falsa sensação de cidadania. Tal inefetividade é po para vender algum produto. Isso faz com que ela perca sua individualidade e seja vista como um produto e consequentemente a sociedade começa a tratar ela como tal. Assim, urge que a mídia se responsabilize pelo comportamento que provoca na sociedade.
Além disso, a falta de legislação é um grande impasse para a resolução desse problema. Segundo Umberto Eco, “para ser tolerante é preciso fixar os limites do intolerável”. No entanto, tais limites não estão fixados na questão da objetificação da mulher na publicidade, visto que não há leis que regulam as propagandas nesse sentido, o que permite que empresas continuem utilizando-as de maneira nociva, rebaixando-as a meros objetos. Assim, sem base legal, ações de remediação são impossibilitadas.
Dessa forma, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Portanto, Para isso, a mídia de massa deve criar um programa sobre a objetificação da mulher, por meio de entrevistas com sociólogos, a fim de reverter a má influência midiática que impera. Tal ação pode, ainda, ser divulgada por influenciadores digitais para que chegue a mais pessoas. Paralelamente, é preciso intervir sobre a falta de legislação presente no problema.