Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 02/05/2022

Em uma pesquisa realizada pelo “Instituto Patrícia Galvão” e o “Instituto Data Popular”, 84% dos respondentes concordam que o corpo da mulher é usado para venda de produtos nas propagandas de TV e 58% entendem que a mulher é representada como objeto sexual nessas campanhas. Sobre esse enfoque, destacam-se problemáticos aspectos históricos e ideológicos.

Primordialmente, deve- se pontuar que o Brasil ainda não conseguiu se desprender das amarras da sociedade patriarcal. Isso se dá porque, ainda no século XXI, existe uma espécie de determinismo biológico em relação ás mulheres. Nesse aspecto, evidencia-se , a subsitência de um “construto social”, de maneira que, ao longo da história, cada sociedade criou os padrões de ação e comportamento de determinado gênero. Dessa forma, os comportamentos machistas são neutralizados, pois estavam dentro da construção social advinda do patriarcado.

Consequentemente, todo esse estigma do machismo na sociedade brasileira resulta na estereotipação da mulher e o estabelecimento de padrões estéticos irreais. Uma vez que o julgamento inicial é motivado pela aparência, como resultado, ocorre a exclusão e depreciação das que não atendem a esses padrões, por exemplo. A partir dessa pressão social, muitas mulheres tendem a se auto-objetificar e também objetificar outras mulheres, sofrendo, assim, danos de autoestima e de socialização, o impacto disso no comportamento de muitas mulheres é de se empenhar em tornar seus corpos sexualmente atraentes para os homens em detrimento de suas próprias expectativas.

Pode-se perceber, portanto, que as raízes históricas e ideológicas brasileiras dificultam a desobjetificação da figura feminina. Para que essa erradicação seja possível, é necessário que as mídias deixem de utillizar sua capacidade de propagação de reificação da mulher e passe a usá-la para a repressão de atitudes que reforçam essa cultura de desrespeito. Além disso, o Mistério da Mulher, juntamente, com o Ministério da Cidadania devem criar um projeto de lei para aumentar a punição desses atos, para que seja possível diminuir a reincidência. Assim, será possível amenizar o estigma existente e ajudar a combater a persistência dessa visão.