Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 30/05/2022

No decorrer dos anos 60, inspiradas por ideais liberais, mulheres se organizaram com o intuito de questionar a ordem patriarcal no mundo. Ficando conhecido como “Revolução Sexual”, focou suas discussões na forma pejorativa e agressiva à qual o sexo feminino era representado nas diversas mídias. Embora, tenham se passado anos, a objetificação feminina ainda é uma realidade, seja pela completa falta de empatia de agências ou pela manutenção do machismo na sociedade, gerando acima de tudo um desconforto de muitas mulheres com seus corpos.

No mesmo sentido, também ganha destaque a persistência do patriarcado no setor, sendo, notório que o mesmo ainda tem valores anacrônicos à nossa realidade. Podendo, ser visto no comercial da Itaipava, ao qual a atriz que interpreta a “Verão”, uma garçonete que é objetificada pelos clientes por conta de sua forma física e aparência. Ademais, quando destacam às mulheres, apresentam-nas como responsáveis por tarefas domésticas, como ocorre com produto de limpeza, evidenciando ainda mais o machismo nesse meio.

Dessa maneira, inúmeras marcas já usaram uma mulher “ideal” em suas propagandas, em grande parte sendo usada como um objeto de posse de um homem que existe para satisfaze-lo. Sobre tudo, em matéria do jornal da Globo, mais de noventa por cento das mulheres se dizem insatisfeitas com o próprio corpo, o que pode ocasionar em casos de depressão, algo que é extremamente prejudicial à saúde mental dos indivíduos, podendo leva-lo a causar atentados contra a própria vida.

Em suma, fica evidente a presença do machismo no meio, e seu malefícios a saúde de incontáveis mulheres. Portanto, cabe ao Governo federal por meio de criação de leis, que visem banir e punir a objetificação da mulher, e a maior fiscalização do conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), para que mulheres possam se sentir representadas e não possuam a saúde mental afetada, por se sentirem inferiores.