Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 26/05/2022
A objetivação da mulher como vulnerável e melancólica durante o período romântico, foi crucial para a criação literária em consonância com o patriarcalismo da época. Hoje, o mesmo comportamento é usado na publicidade para mostrar o quanto é errado, mesmo na contemporaneidade, que a mulher ainda seja vista como objeto antes de ser vista como outro.
Esse ato, é uma consequência do sistema patriarcal em que a mulher é vista como dependente do homem e que precisa satisfazê-lo sexualmente, ou seja, a mulher só é vista para atender às exigências do homem. É utilizado esse fator para chamar atenção do público masculino, tendo como exemplo as propagandas de bebidas alcoólicas, como a do “Vai verão, vem verão” de Aline Riscado.
Em vista da atual situação, é de extrema infelicidade que nos tempos atuais, ainda haja a objetificação da mulher na mídia, pois em certos casos, essa objetificação gera uma comparação desnecessária e à baixa autoestima em mulheres que não atendem aos padrões sociais de beleza. A atratividade prejudica as próprias expectativas, causando problemas psicológicos como anorexia ou bulimia.
Observando o cenário, é necessário que ocorra uma mudança, afinal, as mulheres devem ser consideradas humanas e não um objeto de uso momentâneo para prazer e atender às necessidades do homem. A mídia tem a responsabilidade de adotar uma postura corretiva, censurando anúncios e programas que desrespeitem o corpo feminino. Independentemente dos estereótipos impostos, é preciso conscientizar os movimentos feministas, e fazer com que movimentos contribuem para o empoderamento feminino, como ONGs, para um processo de desconstrução social contra esta prática desumana.