Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 22/05/2022

Sob uma primeira análise, o papel da mulher na grande maioria dos âmbitos sociais foi remeter-se ao desejo e tentação. Tal afirmação se deve em virtude da analogia bíblica de Eva. Assim sendo, a publicidade, com o propósito de fomentar a venda de um serviço ou produto, utiliza extrategicamente o corpo feminino como atração para o consumo.

À princípio, a figura feminina é extremamente estereotipada, o corpo da mulher, curvas, pele, cabelos, cores e formas, sempre possuíram um padrão, que é modificado conforme o contexto. No Japão, o padrão de beleza são dentes tortos, e durante a renascença italiana o padrão eram mulheres gordas, de seios fatos e quadris largos, por serem consideradas boas “parideiras”. Além da pele branca, que sempre foi exaltada. Tendo isso em vista, os padrões publicitários sempre utilizaram de imagens semelhantes ao padrão atual para o marketing de produtos que poderiam vir a tornar tal característica existente, o que é atraente, tendo como base o preconceito sofrido por quem não se encaixa nos padrões impostos.

Em uma outra perspectiva, há também a discriminação de produtos, utilizando de certa misoginia. Há como exemplo, a diferença entre a quantidade de propagandas de carro com mulheres, e as de produtos de limpeza. O que acaba estereotipando o público alvo da venda dos produtos. É notória a assimilação da mulher como objeto de desejo, como na propaganda da cerveja itaipava, que possui uma garota propaganda que corresponde à todos os padrões, visando chamar atenção do público masculino, utilizando da exposição do corpo da mulher para atrair seu público alvo.

Além disso, a discriminação do público que não corresponde às características impostas é clara. Excluindo qualquer possibilidade de visibilidade dos grupos menos favorecidos e fomentando o ódio ao próprio corpo da mulher que não corresponde ao padrão exposto na públicidade.

Logo, podendo observar tais estereotipações, a proposta é que mais do que o corpo femnino seja abordado, sua intelectualidade e diversidade também. Além disso, que haja uma maior variedade de tipologia de produtos, e não somente os que objetificam a mulher como materiais de beleza e limpeza.