Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 22/05/2022
Objetificação sexual é a representação de uma pessoa como um objeto sexual. Em sua maioria, essa representação é realizada com mulheres, e acontece quando a parcialidade dos indivíduos é retirada, e as mesmas exibidas apenas pelo seu corpo, que é comparado a um objeto ou mercadoria. O problema disso é que tal fenômeno cria padrões nocivos para a sociedade.
Em primeiro plano, é necessário expor que a padronização da “mulher perfeita” pela mídia resultou em um culto á beleza superficial, e na maior parte do tempo, irreal. Sabe-se que, grande parte dos conteúdos que envolvem a figura da mulher passa por diversas edições fotográficas, de modo que se removam as imperfeições. Essa ação gera uma busca pela aceitação pessoal, ou seja, aceitação do próprio corpo; um corpo esbelto e sem gorduras aparentes. Tudo isso pode levar a frustrações e a utilização de métodos não saudáveis para emagrecimento, como dietas perigosas. Em casos de extrema gravidade podem ocorrer depressão e dificuldade de interação social profissional.
Ademais, a objetificação da mulher nas propagandas valida o seu papel de objeto sexual estabelecido pela sociedade, que foi construída com princípios patriarcais machistas. Como reação, esse tipo de exposição coloca a figura masculina superior a da mulher. A conseqüência disso é o aumento do número de casos de abuso, seja sexual, psicológico ou físico, e acaba tornando ainda mais difícil a luta pela igualdade entre homens e mulheres.
Portanto, nota-se que a exposição sexual do corpo feminino em propagandas é danosa e possui graves consequências para a vida da mulher. Dessa maneira, é preciso que a mídia proíba a utilização de imagens de mulheres que passaram por edições e não condizem com a realidade de um corpo real. Outra medida que pode ser tomada é a criminalização da exposição da figura da mulher de maneira desrespeitosa. Assim, um importante passo será dado na luta pela igualdade e os padrões que tanto faz mal serão desconstruídos.