Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 26/05/2022
Desde os primórdios da sociedade, a mulher é retratada como alguém do sexo frágil e incapaz de realizar e conquistar as mesmas coisas que os homens conseguem, sendo consideradas como inferiores e sendo objetificadas. Isso ocorre, principalmente, nos meios publicitários, e um exemplo seria as propagandas de marcas de cerveja.
A objetificação da mulher é resultado de uma sociedade patriarcal, da qual faz com que os corpos das mulheres sejam destaque, para que a atenção dos homens seja colhida. Antes dos comerciais apelativos de cerveja serem proibidos em 2015, os produtores dos mesmos expunham mulheres seminuas em suas propagandas em roteiros que exploravam a sexualidade e a subjugação das mesmas, a fim de incentivar os telespectadores homens a consumirem a bebida.
No entanto, essa prática trouxe muitas consequências prejudiciais, visto que ela estereotipa e padroniza a uma estética feminina inalcançável. Além de que as mulheres são julgadas pela aparência, sendo consideradas boas ou ruins, de acordo com esse padrão. Aquelas que não alcançam são depreciadas e hostilizadas por causa, exclusivamente, do seu peso, tipo de cabelo, formato de corpo ou outros atributos. A mulher é desqualificada, independente da sua capacidade intelectual. A cultura do estupro é outro problema relacionado à objetificação feminina. Com a percepção de que as mulheres são meros objetos de prazer, muitos homens entendem que podem violar o corpo feminino, praticando abusos e violência contra os mesmos.
Dessa forma, para que o respeito seja construído desde o crescimento, é necessário que mães e pais conscientizem e ensinem seus filhos sobre respeito aos corpos alheios. Além de que é de suma importância que a mídia tome medidas corretivas, censurando propagandas em que o conteúdo faz apelação ao corpo da mulher como objeto. Ambos com o objetivo de solucionar a problemática da objetificação da mulher.