Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 04/06/2022

A série “The handmaid’s tale”, criada por Bruce Miller, retrata a história de uma sociedade que, por causa de suas altas taxas de infertilidade, torna as mulheres totalmente subjugadas, servindo apenas para terem filhos. Não diferente da ficção, atualmente, o corpo feminino é frequentemente objetificado, principalmente no contexto publicitário. Dessa forma, como consequência dessa objetificação do corpo feminino na publicidade, tem-se: a falha e o retrocesso da igualdade de gênero e a perda da individualidade da mulher.

Primeiramente, uma das consequências da objetificação da mulher na publicidade é o retrocesso na igualdade de gênero, fortalecendo assim o patriarcalismo. Nesse contexto, a cervejaria “Itaipava” lançou em 2014, uma propaganda na qual a modelo “Aline Riscado”, usando apenas biquínis, oferece cerveja em uma barraca na praia, apenas com homens presentes. Assim, vê-se que a desvantagem da mulher no mercado de trabalho as torna vulneráveis a aceitar trabalhos que expõem e sexualizam seus corpos. Logo, é claro como a sociedade ainda faz da mulher um objeto apenas de beleza e prazer para agradar os homens.

Em segundo plano, outra consequência desse problema na publicidade é a perda da individualidade da mulher. Nesse viés, Vinícius de Moraes canta em sua música “Samba da Benção”, os seguintes versos: “uma mulher tem que ter alguma coisa além da beleza”. Desse modo, a objetificação da mulher na publicidade mostra apenas o lado bonito e sensual da mulher, criando muitas vezes até os padrões de beleza da sociedade. Com isso, a população esquece o lado intelectual e emocional da mulher, a fazendo submissa e inferior ao sexo masculino.

Portanto, a objetificação da mulher na publicidade é um problema atual e precisa de soluções. Para isso é necessário que a sociedade, através das mídias sociais, realize campanhas contra essa problemática, conscientizando todo o público sobre os direitos das mulheres e apoiando as mulheres da publicidade, especialmente modelos. Dessa maneira, espera-se que a sexualização da mulher na mídia diminua e que os direitos trabalhistas das mulheres também sejam mais justos e respeitados.