Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 24/06/2022
No curta-metragem “Mulheres brasileiras: do ícone midiático à realidade”, ocorre uma crítica em relação a exploração da imagem feminina na mídia. Nesse viés, as propagandas e mídias em geral, usam muito o corpo da mulher para propagar o produto, assim, formaram-se os padrões estéticos. Nesse contexto, indubitavelmente, percebe-se que a objetificação da mulher na publicidade é uma problemática devido, não só, a imposição de padrões de beleza que gera, consequentemente, transtornos mentais.
Em primeiro lugar, a imposição de padrões de beleza na sociedade acontece a milhares de anos, porém, só na atualidade está sendo ressaltado. Segundo a pensadora Betânia Maria “O padrão de beleza que a sociedade nos impõe, não permite que venhamos a enxergar as pérolas que existem dentro das ostras”. Nesse contexto, as mulheres são “obrigadas” a se adaptar nesse padrão, mas com isso a essência delas é deixada de lado, e além disso, se encaixar na sociedade não depende só delas, pois a hereditariedade também conta muito. Logo, se não houver mudança, a situação irá piorar.
Somado a isso, os transtornos mentais são consequências da exigência publicitária. De acordo com o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INPD) as mulheres tem 40% mais chances de desenvolver problemas psicológicos. Desse modo, muitos desses problemas estão relacionados com a objetificação do corpo da mulher, como a anorexia, que seria um transtorno onde a pessoa tem a necessidade de sempre emagrecer. Sendo assim, percebe-se que isso não é nada saudável e que deveria ser uma mudança de extrema urgência.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Logo, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos deve criar uma campanha pelos meios televisivos com psicólogos para explicar o assunto, será, principalmente, voltado para as mulheres, por meio de verba governamental, a fim de criar algum tipo de defesa nas mulheres. Assim, a circunstância ficará mais favorável.