Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 30/08/2022

A objetificação do corpo feminino data da antiguidade com a escultura da primeira “Vênus de Willendolf”, cuja não possui rosto, mas ancas e busto largos. Isto é, a perspectiva da menina na sociedade tem sido resumida a reprodução e aos cuidados do lar, fortemente representada na publicidade, por exemplo. Dessa maneira, se fossem comparar a mulher espartana com a contemporânea, através de suas respectivas realidades, o resultado seria de intensa semelhança.

Nesse sentido, lembra-se que, durante mais da metade da história antiga, a mulher não era considerada cidadão como os homens, estes com participação política. Ainda assim, mesmo após séculos, o cenário atual corrobora para a manutenção de um papel feminino mais doméstico e pouco participativo, já que em propagandas publicitárias, ora as mulheres são exaltadas por suas características físicas, ora por suas habilidades domésticas, enquanto aos homens predominam papéis de liderança. Prova disso é a marcante presença de cidadãs em comerciais de bebidas alcoolicas, devido a sexualização do corpo, e de produtos domésticos.

Nesse cenário, tem-se um padrão de beleza estabelecido em detrimento do sufocamento da diversidade existente. Ou seja, as mães dedicadas ao lar, representadas nas telas, em suma são brancas conivente com o eurocentrismo e proporcionando a ocultação de mais da metade da população brasileira que se considera parda ou negra, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Logo, a baixa representatividade infelizmente é uma absurda verdade.

Faz-se necessário, portanto, que o Ministério da Cidadania em conjunto com empresas privadas invistam em uma mídia que retrate a diversidade por meio da contratação de atores coerentes com as características reais, a fim de combater essa falsa branquitude. Somado a isso, o Ministério da Educação junto ao Ministério da Cidadania deve promover palestras no meio acadêmino de instituições e universidades que conscientizem e discriminem a objetificação do corpo feminino, com o objetivo de educar mulheres para assumirem papéis sociais que ultrapassem o arcaico determinismo biológico.