Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 27/08/2018
É indubitável que o Brasil é o país que possui o menor número de doações de sangue na América Latina. Sendo esse fator uma resultância da precariedade da gestão do sistema de doação brasileiro, o qual não oferece recursos de informação acerca do assunto para a população e impõe extremas restrições para homossexuais.
Convém ressaltar, a princípio, que a desinformação afeta a quantidade de indivíduos doadores. Parte do povo brasileiro não tem conhecimento sobre o processo o que, na maioria das vezes, acarreta em preconceito relacionado ao ato de doar sangue. Desse modo, a ação torna-se incomum, uma vez que não é divulgado recomendações e o procedimento de coleta do sangue para a doação, consequentemente, ocasiona em medo, desconforto e afastamento do indivíduo do ato de doar e ajudar o próximo. Assim parece ser, pois durante a revolta da vacina, o povo desconhecia o processo e a finalidade do ato, logo, criaram repúdio do material desconhecido.
Outro ponto relevante são as numerosas restrições para homossexuais que não são solucionadas. Uma a cada cinco pessoas cujo são buscadoras da rede pública de doação é considerada inapta para doar sangue no Brasil, sendo que a inaptidão ocorre, principalmente, se o indivíduo for gay. Atualmente, uma pessoa heterossexual que tenha feito sexo sem preservativo pode doar sangue, no entanto, caso o homossexual que tenha usado preservativo ficará vetado de doar por cerca de 12 meses seguintes à sua última relação sexual. Desta maneira, a quantidade de doadores tende a diminuir.
Nesse sentido, urge que o Ministério da Saúde conscientize o povo brasileiro, objetivando aumentar a quantidade de doadores de sangue, por meio de palestras. Além disso, é preciso que o Poder Legislativo elabore leis que tenham a finalidade de apresentar as mesmas restrições de doação de sangue tanto para o hétero como para o gay, visando, dessa maneira romper com o preconceito e aumentar a aptidão de indivíduos.