Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 27/08/2018
É fato público e notório que as transfusões sanguíneas são imprescindíveis no tratamento de doenças e em intervenções cirúrgicas. No entanto, a doação de sangue no Brasil encontra diversos obstáculos hodiernamente e, por conseguinte a saúde de inúmeros pacientes é posta em risco.Tal conjuntura é mantida pela questão constitucional, bem como pela fragilização governamental.
Convém ressaltar, a princípio, que a ONU (Organização das Nações Unidas) estipula que uma nação deve ter um percentual mínimo de 3% da população como doador de sangue. Entretanto, no Brasil essa recomendação não é seguida, uma vez que o número de cidadãos que frequentam hemocentros com regularidade é inferior à 1,5%. Nesse sentido, as leis nacionais que regulamentam a doação são impeditivos para que esse índice cresça, visto que homossexuais e bissexuais do gênero masculino não podem ser doadores efetivos.
Além disso, outra barreira que dificulta a doação de sangue no país é um poder público em debilidade. Sendo assim, inexiste ações governamentais básicas, como a difusão de campanhas, para estimular esse ato solidário. Conforme a ideologia do escritor alemão Johann Goethe, a maior necessidade de um Estado é a de governantes corajosos. Portanto, é indubitável que a atuação do poder público suplantaria o impasse.
Dessarte, visando conter os obstáculos para doação de sangue, é mister a tomada de medidas. O Ministério da Saúde em consonância com o Poder legislativo Federal deverá modificar as regras regulamentadoras da doação. Com intuito de ampliar os estoques de sangue, deverá permitir a doação por homo e bissexuais. Ademais deverá promover campanhas publicitárias que fomentem essa prática, a fim de angariar novos dadores e fidelizá-los. Assim aumentam-se as chances de salvar mais vidas.