Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 30/08/2018
Doar sangue: o gesto mais lindo e altruísta que um indivíduo pode ter, é um ato que salva vidas. Entretanto, devido ao individualismo e a falta de empatia e informação existentes atualmente, essa é uma prática que vem diminuindo cada vez mais entre os brasileiros. Além disso, preconceitos sexuais, junto a herança cultural colaboram para a queda do número de doadores de sangue no Brasil. Dessa forma, medidas precisam ser tomadas para combater tal situação.
Primeiramente, o sangue é de fundamental importância para o corpo humano. É por meio dele que ocorre o transporte de substâncias, como o oxigênio, além de ajudar na defesa do organismo. Dessa forma, quando as hemácias são prejudicadas, o indivíduo pode observar as consequências imediatamente, como é o caso da leucemia, na qual o funcionamento do sangue é prejudicado pela alteração na produção de glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Sendo assim, o enfermo necessitará de transfusão imediatamente para uma possível reversão do caso. Daí, surge a importância da doação de sangue. Entretanto, a sociedade atual é extremamente apática e individualista, sendo movida apenas por recompensa, ou seja, como o ato de doar é voluntário, a população deixa de fazê-lo. Sendo assim, os estoques dos homocentros estão cada vez mais baixos, sendo necessária a realização de mudanças.
Em segundo lugar, muitos homossexuais são proibidos de praticar esse ato tão bonito, já que são considerados “grupos de risco” pela facilidade em adquirir doenças. Porém, é uma atitude preconceituosa e inconstitucional, já que é possível fazer exame no sangue do doador antes de realizar a transfusão. Além disso, Emille Durkheim dividiu a sociedade em orgânica e mecânica, sendo a segunda responsável pelas tradições da sociedade. Nesse sentido, a doação de sangue, apesar de muito importante, não está tão enraizada na sociedade, já que não é divulgada nas grandes mídias e nem incentivada entre as gerações. Com isso, cada vez menos pessoas se colocam como doadores voluntários. Nota-se, portanto, que o individualismo, junto ao preconceito e a falta de tradição em doar, colabora com o obstáculo para a doação de sangue no Brasil. Logo, o Governo Federal, junto as redes de televisões, deve elaborar campanhas, por meio de propagandas, de incentivo à doação sanguínea, para que a população se conscientize da importância desse ato de amor ao próximo. Além disso, o Ministério da Saúde, junto a médicos, enfermeiros e biomédicos, deve organizar eventos, divulgados pelas mídias, em praças públicas, com o intuito de reunir o máximo de doadores possíveis. Ainda assim, em troca, o indivíduo poderá receber descontos tributários, o que incentivará a população. Ademais, o Governo Federal, junto ao Ministério da Saúde, deve autorizar que homossexuais doem sangue, para aumentar o número de doadores e diminuir o preconceito existente, desde que façam exame antes. Dessa maneira, as bolsas dos hemocentros ficarão sempre cheias e mais pacientes poderão ser salvos.