Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 01/09/2018

Conhecida mundialmente como uma sociedade simpática com visitantes estrangeiros, os brasileiros são menos solidários com seus conterrâneos quando o assunto é sangue. Evidentemente há percalços que prejudicam o sistema de doação de sangue no Brasil. Fatores como, a baixa porcentagem de doadores voluntários e infraestrutura precária, evidenciam a fragilidade do processo.

De acordo com a ONU, é importante que a taxa de doadores de sangue corresponda entre 3% e 5% da população do país, no Brasil a porcentagem circunda a aproximadamente 2%, destes apenas 60% são voluntários. O Estado não se prepara para captar doadores quando ainda crianças, falhando assim na formação de adultos com responsabilidades sociais reais, acarretando em baixos estoques de bolsas de sangue em períodos do ano em que a demanda é significativamente maior.

Ademais, a pouca infraestrutura agrava o problema. Com a medicina avançada e o crescimento na quantidade de vítimas da violência, inegavelmente à eficiência no processo de doação precisa aumentar. É necessário um sistema integrado e capacitado para facilitar a obtenção e disponibilização das bolsas de sangue, afim de aproximar a zero os desperdícios dos volumes doados e manter a qualidade em excelência.

Com obstáculos para um pleno funcionamento do processo de doação de sangue evidente, medidas devem ser tomadas. O poder público e a iniciativa privada através de parcerias devem tentar minimizar tais problemas. O governo federal, por meio do ministério da educação, promovam palestras e debates em escolas de nível fundamental, com especialistas, como médicos, enfermeiros e psicólogos, disponibilizados por hospitais particulares, para melhor conscientização  e difusão da importância da doação de sangue. O poder executivo por sua vez aumente sensivelmente o investimento em unidades responsáveis pelo recolhimento do material. Para que assim a sociedade se desenvolva e torne mais solidaria com seus compatriotas.