Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 29/08/2018

Após a primeira transfusão de sangue entre seres humanos, realizada na Europa, no século XIX, avanços e estudos ganharam força para de aprimoramento e desenvolvimento desse campo de estudo. O Brasil, apesar de possuir um grande número de doadores de sangue, não consegue, suprir as necessidades de todos que dele precisam. Esse fato se dá não só pelo aumento na demanda relacionada aos avanços medicinais, mas também pela burocracia instaurada à grupos específicos de possíveis doadores.

À medida em que a medicina avança, a necessidade de sangue disponível nos hemocentros aumenta, pois está relacionada a descoberta de novos procedimentos cirúrgicos. Concomitantemente, a necessidade de haver sangue disponível e compatível com o do paciente (em caso de perda) se eleva, uma vez que a maioria dos procedimentos envolve perda de sanguínea. Todavia, mesmo que a necessidade seja grande, infelizmente, grupos específicos são impedidos de doar sangue por premissas fundadas em preconceito. Nos anos 90 a aids foi equivocadamente nomeada como “doenças dos gays”, tal estigmatização ainda reflete nessa minoria, tal que uma das condições para que homos ou bi sexuais doem sangue é de não manter relações sexuais, no intervalo de 12 meses, independente do uso de preservativo. Condição não atribuída a héteros sexuais nos hemocentros. Contudo, os hábitos da população associados à burocracia na doação para grupos específicos, impede a elevação do números de doadores no país. Como, segundo o cantor brasileiro Betinho: só a participação cidadã é capaz de mudar o país, faz-se necessário uma ação do Ministério da Saúde realizada em duas etapas. A primeira consiste na criação de um banco de dados para cadastro dos doadores, a fim de que, de forma humanizada, estes sejam acionados em caso de necessidade do seu tipo sanguíneo específico. A segunda etapa requer o alinhamento das condições para a doação, sem descriminação, além da verificação e fiscalização dos hemocentros para que estes descumpram a proposta. Tais ações, visam equiparar o número de doadores e o da demanda brasileira, que tende a crescer nas próximas décadas.