Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 27/08/2018

Ao se tratar da doação sanguínea no Brasil,todos os anos nota-se uma problemática circunstancial devido a necessidade de abastecimento dos bancos de sangue para atender a demanda aumentada em transplantes,cirurgias e situações de emergência.No Brasil,em 2014,apenas 1,8% da população brasileira doou 3,7 milhões de bolsas,enquanto que para a ONU(Organização das Nações Unidas) o ideal é que 3 a 5% dessa população seja doadora.Nesse sentido,os números apontam um desfalque considerável nos estoques de sangue e isso se deve a critérios rigorosos para a seleção de doadores,além de publicidades pouco recorrentes em um país cujos hospitais são superlotados e necessitam de estoques estáveis,a fim de atender dignamente a demanda.

Em primeiro aspecto,a ANVISA(Agência Nacional de Vigilância Sanitária),embora  tenha afirmado que a orientação sexual não deve ser usada como critério de seleção de doadores e que as regras não são discriminatórias,estabeleceu barreiras aos homossexuais,que devem permanecer 12 meses em abstinência sexual sob justificativa de proteção a possíveis infecções.Em contrapartida,de acordo com o IBGE,com a restrição dessa parcela da população são desperdiçados milhões de litros de sangue,fator que torna um obstáculo às homoterapias que hoje oferecem segurança de qualidade aos pacientes brasileiros.

Em segundo aspecto,vê-se a boa parte dos cidadãos apresentarem certo receio diante de alguns mitos,como por exemplo,o temor da agulha,o risco de contrair doenças no ato de doar,bem como a proibição no período menstrual.Esses mitos transformam-se em medo e,por isso,não deve haver propagandas de influência somente na metade e no fim do ano,uma vez que os bancos já tendem a estagnar-se em épocas festivas de carnaval e ano novo,o que dificulta a promoção da cidadania com voluntários totalmente aptos para realizar a ação.

Portanto,medidas são necessárias para resolver os impasses.Cabe ao Ministério da Saúde e a Anvisa uma reavaliação severa no que diz respeito aos critérios de seleção,baseada em exames e análises profundas de sangues,visto que heterossexuais também podem ser doadores de alto risco,para que seja possível consolidar uma forma justa de ser voluntário e não haja risco algum ao transplantado.Ademais,urge atenção dos governos locais,Estaduais e Federais em auxiliar periodicamente com verbas o Ministério da Comunicação,para que as propagandas sejam bem difundidas e autoexplicativas na intenção de extinguir os mitos e colaborar para um sobressalto de doadores.Dessa maneira,a doação de sangue no Brasil deixará de ser um obstáculo,especialmente a pessoas que precisam desse componente vital para lutar pela vida.