Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 02/09/2018
Os brasileiros são conhecidos como uma população solidária. E na doação de sangue não é diferente. A organização mundial de saúde - OMS, recomenda 1 individuo doador a cada mil pessoas e o Brasil ultrapassa essa marca com 1.8 de doadores a cada mil. Contudo, a demanda no país é alta perante os demais; devido a densa população, a criminalidade, doenças leucocitárias, etc. Portanto, se faz necessário uma mudança.
No Brasil mais da metade da sua população é negra, e dentre essa etnia, a anemia falciforme é uma doença muito " comum " que é tratada através da retirada das hemácias sanguíneas. Além de doenças como a talassemia e oncológicas que requerem transfusão contínua. Decerto, a transfusão sanguínea é essencial para vida humana.
Ademais, a própria legislação pode inviabilizar o processo, principalmente para os doadores voluntários, pois se fazem muitas perguntas e descartam alguns doadores pela homossexualidade, mesmos relatando relações sexuais protegidas e testes livres de IST’s ( infecções sexualmente transmissíveis ), ou seja, descartam pessoas solidárias e aptas para a transfusão. Como também, a demora para a realização da doação, esperas de 2 à 3 horas nesse processo de triagem até o recolhimento do sangue.
Fica nítido, portanto, que por mais que a população brasileira seja exemplo em solidariedade, melhorias se fazem necessárias. O Ministério da Saúde, como principal órgão governamental de saúde, instaurar melhorias nos hemocentros, como a agilidade no atendimento através de mais funcionários e maior estrutura para que acomodem um número considerável de pessoas, além disso, aceitar doadores independente da sua sexualidade, dando ênfase na boa saúde do doador. Dito isso, é importante que a população que já doou ou pretende fazer doações permaneça como doadores durante todo ano, para obter uma fluidez anual nos bancos sanguíneos. Desta forma, potencializando o trabalho já feito, salvando milhões de vidas.