Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 27/08/2018

Segundo dados da revista Super Abril, apenas 1,8% dos brasileiros doam sangue. Contudo, a ONU, considera ideal uma taxa entre 3 a 5% de doadores por país. Isso se deve pela falta de conhecimento da importância em relação a esse ato bem como ao preconceito existente relacionado aos homossexuais.

Primeiramente, cumpre salientar que a baixa porcentagem de doação de sangue está relacionado a questão histórica de cada país. De acordo com a presidente da Fundação Hemominas, Júlia Guimarães Mourão, países que passaram por grandes catástrofes, como guerras (caso dos EUA), tendem a criar uma maior compreensão acerca da relevância da doação sanguínea. Sob essa perspectiva, é possível compreender a falta de doações, uma vez que o Brasil não foi palco de situações análogas a de grandes calamidades, relacionando, portanto, ao dado da BBC Brasil, no qual 4 em cada 10 doadores são de reposição, ou seja, só doam por razões pessoais, sumariamente, em contexto de emergência familiar.

Ademais, o Ministério da Saúde inviabilizou a doação de sangue por homens bi ou homossexuais devido ao risco de contaminação por HIV. Tal norma está atrelada aos primórdios da epidemia de AIDS, no qual acreditava-se que a DST só acometia a esse grupo. Contudo, já foi comprovado que essa doença pode afligir qualquer ser humano. Sendo assim, torna-se evidente o preconceito no que se refere, principalmente, aos homossexuais, prejudicando a coleta de sangue em até 18 milhões de litros, importante para muitas pessoas por todo o país.

Dessa forma, medidas são necessárias a fim de reverter o quadro apresentado. Ao Governo Federal cabe normatizar a doação de sangue por parte de homossexuais objetivando um aumento no estoque sanguíneo nacional. Por outro lado, as escolas serão responsáveis por realizar palestras mensais ministradas por agentes da saúde, abertas para toda a comunidade, no que tange a importância da doação sanguínea, com o propósito de influenciar a sociedade a doar sangue.