Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 03/09/2018

A resistência contra o sistema de doação de sangue no Brasil

De acordo com, a declaração da Organização Mundial de Saúde (OMS), cada país deve ter pelo menos, 1 doador a cada mil pessoas. Contudo, no Brasil, essa perspectiva não é alcançada. Visto que, o número de homens homo e bissexuais correspondem a 10,5 milhões, a doação de sangue torna-se um obstáculo para esse grupo. Segundo a OMS, os cidadãos que têm relações homoafetivas durante 12 meses, são impossibilitados de doar, já que podem transmitir possíveis infecções, como o HIV.

Tendo em consideração que, o homem pode doar de 2 em 2 meses, e até 4 vezes ao ano (mais que a mulher), essa política torna-se discutível, uma vez que, a Aids também é transmissível por heterossexuais. E, muitas vezes, a taxa de homens homossexuais que querem doar sangue, é superior a  de homens heterossexuais. Com isso, o grupo fica à margem de exercer solidariedade e salvar vidas.

Além disso, em alguns estados, como na Bahia, nos meses de fevereiro e junho, há grande concentração de eventos como, o Carnaval e as Festas Juninas. Por conseguinte, maior ingestão de bebidas alcoólicas e motoristas embriagados, faz com que o número de acidentes no trânsito aumentem. Logo, a quantidade de pessoas que poderiam doar sangue, morrem ou também tornam-se dependentes de uma doação.

Desse modo, os empecilhos existentes contra sistema de doação, deve-se extinguir. Uma vez que, grande parte da população regional, não têm consciência dos termos para a doação. Sendo assim, a participação da mídia nesse aspecto, é imprescindível, dado que influencia a sociedade a ajudar o próximo.

Ademais, o governo em parceria com a OMS, teria de repensar as normas contra a doação de homens homossexuais e investir em aparatos tecnológicos para avaliar se o indivíduo é portador de alguma doença e averiguar a qualidade do sangue. Sendo assim, a taxa doadora da população brasileira que é de 1,8%, progredirá gradativamente.