Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 28/08/2018
Segundo o escritor Franz Kafka, a solidariedade é o melhor sentimento que expressa a dignidade humana. Assim, um simples ato pode salvar e transforma várias vidas, como ocorre quando doa-se sangue, que é um processo fácil, rápido e seguro. Porém, esse ato sofre diversos empecilhos relacionados desde a falta de informação e divulgação de campanhas até mesmo preconceito de gênero.
O Brasil mesmo possuindo o 8º maior PIB do mundo e também ocupando a 5º colocação como país mais populoso não consegue chegar a média estipulada pela ONU de que 3 á 5% da população seja doadora , assim apresentando somente 1,8% da população como doadores ,segundo o Ministério da Saúde. Esse fato decorre de muitos tabus e mitos envolvendo a doação sanguínea, tais como as pessoas acharem que vão perder peso, que o sangue vai engrossar ou afinar e o fato da rigidez em relação a seleção de pessoas que querem fazer doação de sangue, por exemplo, de acordo com a legislação, homens homossexuais só podem doar sangue se estiverem em abstinência por um período de doze meses, pois, acredita que esses possam transmitir doenças como a aids, o que além de ser um tabu, já que hoje em dia qualquer pessoa possa ter aids, é também um tipo de preconceito.
A falta de campanhas prejudica ainda mais na disseminação desse ato solidário, já que com a sua presença bem enfatizada na sociedade e trazendo um maior esclarecimento sobre o que é verdade e o que é “fake” poderá ajudar a crescer o número de pessoas que se interessam em doar seu sangue de modo voluntário sem nenhum interesse preexistente, atingindo assim índices de países desenvolvidos, como é o caso dos Estados Unidos e do Japão. Vale ressaltar que a doação de sangue é processo fundamental, insubstituível e indispensável. É importante lembrar que o sangue é essencial para os atendimentos de urgência, realização de cirurgias de grande porte e tratamento de pessoas com doenças crônicas, além de doenças oncológicas variadas que, frequentemente, necessitam de transfusão sanguínea.
Portanto, a mídia em parceria com as escolas devem realizar campanhas para a conscientização desde a infância com o objetivo de construir o doador no futuro, e é preciso de um esforço educacional em comunidades através de campanhas públicas com informações para garantir que as pessoas se disponham a doar sangue regularmente. Inclusive o governo deve reformular as leis sobre a doação, englobado os homossexuais e investindo em tecnologias que controlem a qualidade do sangue que será doado. Assim aumentando os números de voluntários por conseguinte o estoque de sangue em hospitais.