Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 28/08/2018
O Brasil é conhecido mundialmente pela receptividade que trata seus visitantes. No entanto, com os seus semelhantes podem não ser tão receptivo, visto que se encontra um problema nos hemocentros para manter as taxas de doações. Dessa forma, é fundamental debater o papel de uma educação voltada para a naturalização deste ato tão benéfico e as raízes históricas como fator a ser desconstruído para romper as barreiras que limitam as doações voluntárias.
A falta de conscientização da importância da doação de sangue na formação educacional de crianças e adolescentes diminui as chances de no futuro essa parcela compor parte da população voluntária. Assim, o maior país da América Latina tem um índice de doações abaixo dos 5% indicado pela OMS. Esse padrão poderia ser alcançado, já que a doação é permitida dos 16 aos 69 anos e a faixa etária abarca uma parte significativa dos cidadãos brasileiros.
Outro ponto que cabe ser analisado, é a herança cultural do país. Diferente de outras nações, o Brasil não se envolveu ativamente em grandes guerras, ou desastres naturais. Logo, essa sociedade não desenvolveu um senso de importância para o ato voluntário, assim, há um registro de 40% de doações de reposição, ou seja, aquela destinada à algum conhecido. Esse ato, apesar de benéfico para o receptor, diminui a qualidade do produto, já que não é um ato livre de influencias.
Posto as dificuldades em romper as barreiras históricas e sociais, cabe ao meio civil em parceria com o Ministério da Educação promover uma educação que naturalize desde a primeira idade a doação de sangue e para esse fim, as escolas devem através de peças interativas mostrar vidas sendo salvas através da doação. Outra inciativa possível é ong’s realizarem, junto ao Ministério da Saúde, mutirões de coleta em épocas festivas, já que há um aumento no número de acidentes e como consequência, uma multiplicação da necessidade de doações. Dessa forma, podemos promover uma cultura mais altruísta .