Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 28/08/2018
De acordo com o geógrafo Milton Santos, uma sociedade alienada consegue enxergar apenas o que separa seus membros, mas não o que os une. Por essa perspectiva, a situação brasileira relacionada com o número de doação de sangue é alarmante, pois a falta de conscientização da população e o comportamento preconceituoso de muitas pessoas fazem com que esse objetivo de união não seja alcançado.
Em primeiro lugar, é imprescindível que se tenha conhecimento da culpa que o Governo tem no que diz respeito ao baixo volume de sangue coletado nas unidades do Hemocentro no Brasil. Devido ao pensamento retrógrado de muitas figuras públicas, os homossexuais são excluídos da lista da doadores, pois são considerados grupo de risco. Ademais, de acordo com a revista Super Interessante, esse grupo poderia contribuir com o aumento de 20 milhões de litros de sangue por ano se não houvesse esse preconceito e assim, milhares de vidas poderiam ser salvas.
Outrossim, a falta de conscientização da sociedade sobre a importância da doação sanguínea é também um fator contribuinte para a escassez de sangue nas unidades do Hemocentro. Muitas pessoas não sabem da simplicidade do processo de doação de sangue e, por medo, não doam. Do mesmo modo, muitos indivíduos negam a importância da doação de sangue por não terem conhecimento de que podem salvar vidas com o material doado.
Torna-se evidente, portanto, que a atividade de doação de sangue no Brasil possui obstáculos que necessitam ser rompidos. Logo, o Ministério Público deverá mover uma ação judicial contra o Ministério da Saúde para que os homossexuais possam doar sangue como qualquer outro cidadão, pois não há fundamento na exclusão desse grupo. Concomitantemente, o MEC irá implantar palestras ministradas por profissionais da saúde nas escolas, para que as crianças cresçam conscientes da importância da doação sanguínea. Desse modo, a sociedade deixará de ser alienada, pois estará agindo em prol da unificação dos seus membros.