Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 28/08/2018
O brasileiro é conhecido como um povo solidário e que sempre busca estar em união com o próximo. É possível enxergar isso em “vaquinhas” online onde a população se solidariza doando e divulgando a ação em busca de ajudar o próximo. Em outros casos porém, há empecilhos que dificultam esse processo solidário, como acontece em relação à doação de sangue no Brasil.
É possível perceber que falta informação, onde muitas vezes poderia estar acompanhada da importância da doação de sangue. As campanhas publicitárias não são frequentes, e em geral não há divulgação delas entre os cidadãos. Em épocas onde há um número maior de festividades como o natal, ano novo, carnaval, o número de acidentes causados pela combinação de bebidas alcoólicas e direção aumentam, no entanto não temos campanhas que incentive a população a contribuir com a doação, em especial em épocas onde se tem uma demanda por sangue ainda maior.
Além disso, os homens homossexuais também enfrentam um grande obstáculo quando o assunto é doação de sangue. Segundo a Organização Mundial da Saúde, os cidadãos que se encontram em uma relação homoafetiva são considerados um grupo de risco, pois teriam a possibilidade de transmitir HIV. O Brasil então, exclui a doação de sangue de homossexuais que tenham feito sexo até o prazo de 12 meses. Contudo, a orientação sexual não deve ser um critério de seleção, já que a AIDS também pode ser transmitida por heterossexuais.
Diante disso, as barreiras que nos impedem de ampliar essa corrente para o bem devem ser anuladas. A mídia, como papel imprescindível, tem que se manifestar com mais força, trazendo por meio de campanhas, notícias, folhetos, comerciais a importância da doação de sangue, sempre buscando incentivar a população a praticar esse ato. O governo, em parceria com a OMS devem buscar investir em mecanismos tecnológicos que controlem com mais rigor o sangue doado, verificando quaisquer doenças que possam alterar a qualidade do mesmo. Dessa maneira, os homossexuais se incluiriam na categoria apta para doações, aumentando assim o número de voluntários dispostos a tal ação.